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Perda óssea começa aos 35 anos




Ao contrário do que muitos imaginam, a perda óssea, principal causa da osteoporose, que é a falta de cálcio nos ossos, não está vinculada apenas ao envelhecimento. Márcio Passini, presidente do Comitê de Doenças Ostiometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, explica que o sistema ósseo começa a sofrer perdas a partir dos 35 anos. Segundo o especialista, a partir dos 80 anos de idade a perda ganha velocidade e chega a 2% ao ano.

Márcio Aurélio, ortopedista do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa, em Santo André, alerta que a doença é silenciosa. "Muitas vezes, o problema só é descoberto após uma queda", afirma. Segundo Aurélio, algumas atitudes simples podem prevenir o desenvolvimento da osteoporose. Um exemplo é o banho de sol, que viabiliza a introdução da vitamina D no organismo e ajuda a repor o cálcio nos ossos.

Passini destaca ainda que alimentação saudável é fundamental para prevenir a osteoporose. "Se ao longo da vida o paciente leva uma vida saudável, com uma alimentação balanceada e rica em cálcio, terá na velhice massa óssea suficiente para evitar a doença", completa. Atividades físicas também ajudam na prevenção. "Os músculos estimulam os ossos, que ficam mais fortes", explica. As atividades devem ser realizadas de maneira moderada e sem abusos, lembra o especialista.

Outras causas
A falta de cálcio nos ossos é um dos principais fatores que levam ao desenvolvimento da osteoporose, mas existem outros fatores que contribuem para o aparecimento da doença, como o uso prolongado de corticóide – hormônio responsável por mecanismos regulatórios no organismo - e também por fatores hormonais.

"Após o período da menopausa as mulheres sofrem a perda progressiva do estrogênio – hormônio produzido a partir da adolescência e que age sobre a anatomia, comportamento e desenvolvimento de células. Entre as muitas funções do hormônio está a de depositar cálcio dentro dos ossos", explica Passini.

Apesar da osteoporose masculina não ser um assunto recorrente, os homens também se enquadram no grupo de risco da doença. Normalmente as causas surgem por fatores secundários como fumo, abuso de álcool e redução de testosterona – hormônio masculino responsável pela manutenção das características masculinas.


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