sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O foco do Dia Mundial da Osteoporose será a osteoporose em homens


Celebrado anualmente no dia 20 de Outubro, o Dia Mundial da Osteoporose (DMO) é uma campanha que dura o ano todo, dedicada a aumentar a conscientização global sobre prevenção, diagnóstico e tratamento da osteoporose e da doença osteometabólica. A campanha global vem sendo organizada pela International Osteoporosis Foundation (IOF) desde 1997, e a cada ano enfoca um tema específico.

O DMO é uma data chave na agenda da comunidade ligada a ossos, músculos e articulações. É uma ocasião em que as pessoas do mundo todo se unem para colocar a luz dos holofotes sobre a imensa carga causada pela osteoporose e as ações que podem ser tomadas para prevenir e tratar a doença.

Em 2014, o foco do Dia Mundial da Osteoporose (DMO) será a osteoporose em homens. Muitas vezes, a osteoporose é considerada como uma 'doença de mulher', ainda que um em cada cinco homens com idade acima de 50 anos terá uma fratura devido à osteoporose. Como resultado deste conceito errôneo, milhões de homens, em todo mundo e no Brasil, continuarão desconhecendo seu risco para fraturas devido a esta doença.

Com o envelhecimento da população, um número crescente de homens mais velhos sofrerá fraturas. Acredita-se que até 2060, o número de pessoas com fraturas devido à osteoporose irá aumentar cinco vezes só no Brasil. O objetivo da International Osteoporosis Foundation (IOF) é aumentar a conscientização do público, dos profissionais de saúde e das autoridades sanitárias sobre o problema.

A campanha deste ano está direcionada diretamente aos homens e gira em torno da ideia de"Fortes Externamente, Mais Fortes Internamente", convocando os homens para que deem tanta atenção aos seus ossos e à sua saúde como dão à sua força física. Trabalha com os estereótipos do que os homens percebem como importantes e faz com que questionem se eles realmente são tão fortes internamente quanto o são externamente. A campanha usa a ironia para levar a mensagem do slogan "Homens Reais Constroem sua Força de Dentro para Fora".

20 de outubro é dia mundial da Osteoporose

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O Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, é uma data para chamar atenção para o problema que, segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil. Outro dado da IOF revela que de cada três pacientes que sofreram fratura no quadril, um tem o diagnóstico de osteoporose; e deste número, um em cada cinco, recebe algum tipo de tratamento.

Idosos, principalmente mulheres pós-menopausa, são os que mais sofrem da osteoporose. Além da idade avançada, outros fatores de risco são histórico familiar, dieta pobre em cálcio e vitamina D, fumo, álcool, vida sedentária e deficiência hormonal.

Problema Silencioso

A osteoporose é um problema silencioso, assintomático, que ocorre quando há um enfraquecimento progressivo da massa óssea. O principal objetivo da prevenção e do tratamento é evitar fraturas, que ocorrem mais comumente em locais como coluna, punho, braço e quadril. Nos idosos, a osteoporose pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldades para locomoção e diminuição da qualidade de vida.


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Fratura do quadril é osteoporose? Saiba por que o trauma é tão temido


A fratura de quadril é uma lesão grave, que ocorre em pessoas com mais de 65 anos, com o risco aumentando mais rapidamente depois de 80 anos de idade e as complicações podem ser fatais. As pessoas mais velhas estão em maior risco de fratura de quadril porque os ossos tendem a se enfraquecer com a idade. Mas apesar dessa diminuição da massa óssea (osteoporose) tornar o esqueleto propenso a fraturas, é a erosão gradual da massa muscular magra (sarcopenia) e a consequente fragilidade que leva o idoso às quedas. Além disso, vários medicamentos, falta de visão e problemas de equilíbrio também fazem com que as pessoas mais velhas tenham mais probabilidade de tropeçar e cair.

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As fraturas do quadril integram uma classificação mundial, uma das 10 piores deficiências em termos de perda de mobilidade e de deficiência de longo prazo

Sinais e sintomas de uma fratura de quadril podem incluir:
- Incapacidade de se mover imediatamente depois de uma queda
- Dor intensa no quadril ou na virilha
- Incapacidade de colocar peso sobre a perna do lado do quadril lesionado
- Rigidez, hematomas e inchaço no quadril
- Perna mais curta do lado do quadril lesionado
- Andar mais curto ou mancar no quadril lesionado

Perda de mobilidade pode ser permanente. (Getty Images)

Publicado no "The Journal of the American Medical Association" um estudo constatou que 250 mil americanos com idade acima de 65 anos terão uma fratura do quadril a cada ano, destes, cerca de 20 a 30% morrerá dentro de um ano, e muitos mais experimentarão uma perda funcional significativa nos próximos cinco anos, incluindo risco de morte.

Para dar uma ideia do tipo de perda funcional provocada pelas fraturas de quadril, o estudo faz referência a:
- 90% das pessoas não serão capazes de subir cinco degraus, no ano seguinte à fratura;
- 66% não serão capazes de ir ao banheiro sem ajuda;
- 50% não serão capazes de levantar-se de uma cadeira;
- 31% não serão capazes de sair da cama sem a ajuda de um cuidador;
- 20% não serão capazes de vestir as próprias calças sem assistência.

O tratamento

Geralmente envolve uma combinação de cirurgia, reabilitação e medicação.

Cirurgia

O tipo de cirurgia geralmente depende da localização da fratura no osso, a gravidade da fratura e da idade. As opções cirúrgicas podem incluir:
- Reparar a fratura com parafusos, placas ou haste;
- Substituição (prótese) que pode serparcial ou total;

Reabilitação

Fisioterapia se concentrará inicialmente em exercícios de ganho de mobilidade e fortalecimento e para aprender técnicas de independência na vida diária, tais como usar o banheiro, tomar banho, vestir e cozinhar.

Medicação

Medicamentos que aumentam a densidade óssea denominados bifosfonatos pode ajudar a reduzir o risco de fratura do quadril. 

Como prevenir

A melhor prevenção são os exercícios. (Getty Images)

Escolhas saudáveis de estilo de vida no início da idade adulta como construir um pico de massa óssea maior e reduzir o risco de osteoporose ajuda muito. As mesmas medidas podem reduzir o risco de quedas e melhorar sua saúde geral, se você adotá-las:

- Não beba em excesso e não fume.

- Avalie sua casa para os riscos de queda. Retire tapetes, mantenha os cabos elétricos contra a parede, e limpar o excesso de móveis e qualquer outra coisa que poderia tropeçar. Certifique-se de todos os quartos e corredor são bem iluminado.

- Vá para o seu oftalmologista para um exame a cada dois anos, ou mais frequentemente, se você tem diabetes ou uma doença ocular.

- Veja os seus medicamentos. Sentindo-se fraco e tonto, que são os possíveis efeitos colaterais de muitos medicamentos, pode aumentar o risco de cair. Converse com seu médico sobre os efeitos colaterais causados por seus medicamentos.

Mas a prevenção que mais recomendo é a pratica de exercício para fortalecer os ossos e melhorar o equilíbrio!

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Osteoporose ataca 10 milhões de pessoas no Brasil e a maioria mulher

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Nos Estados Unidos, cerca de 10 milhões de adultos têm osteoporose e outros 34 milhões têm osteopenia (baixa densidade óssea), o que os coloca em risco de desenvolver a doença.

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De acordo com um relatório do escritório do Surgeon General's office, em 2020, metade dos americanos, acima de 50 anos, poderá estar em risco de desenvolver a doença. Por lá, 70% das pessoas com osteoporose são mulheres.

No Brasil, os dados são parecidos, com cerca de 10 milhões de pessoas com a doença, a maioria também é do sexo feminino. Por aqui, os levantamentos apontam que 20% dos brasileiros correm o risco de desenvolver osteoporose nos próximos anos.

Quando se leva em conta apenas o gênero, os homens levam uma vantagem em relação à osteoporose: contam com uma maior densidade óssea durante boa parte da vida e perdem cálcio em um ritmo mais lento do que as mulheres, já que a menopausa é mais precoce que a andropausa. No entanto, é preciso ser vigilante e saber que os homens mais idosos apresentam riscos reais para a osteoporose.

Nas mulheres, eventos associados com deficiências de estrogênio são os principais fatores de risco para a osteoporose.

Dentre estes eventos, destacam-se:

-- A menopausa: cerca de cinco anos após a menopausa, o risco de fratura aumenta dramaticamente. As fraturas no punho ou na coluna são as mais prováveis de ocorrer neste período. Sua ocorrência é um indicador que a paciente está com osteoporose, independente dos resultados da densitometria óssea. Pior, estas fraturas indicam que futuramente a paciente pode sofrer uma perigosa fratura do quadril.

-- A remoção cirúrgica dos ovários, o que levará a alterações hormonais

-- Nunca ter tido filhos

-- Anorexia nervosa: o peso corporal extremamente baixo pode afetar a produção de estrogênio.

Nos homens, baixos níveis de testosterona aumentam o risco de osteoporose. Certas condições médicas (hipogonadismo) e tratamentos (câncer de próstata com privação de andrógenos) podem causar deficiências de testosterona. Porém, isto é menos frequente de ocorrer na população em geral que a menopausa, por exemplo. Daí o fato de observamos mais osteoporose em mulheres que em homens.

Além do gênero, a idade avançada – o envelhecimento provoca uma perda natural de massa nos ossos  – e a etnia  – todos os grupos étnicos são suscetíveis a desenvolver osteoporose, no entanto, caucasianos e asiáticos apresentam um risco comparativamente maior – também são fatores de risco fixos para a doença. A história familiar pesa muito também: pessoas cujos pais apresentam um histórico de fraturas podem ser mais propensas a ter fraturas.

Fatores de risco em crianças e adolescentes

A densidade máxima óssea, alcançada um pouco depois do final do crescimento, é um fator importante para sabermos quando uma pessoa poderá desenvolver osteoporose.

Pessoas, geralmente mulheres, que desenvolvem um baixo pico de massa óssea estão com um alto risco de desenvolver osteoporose precoce.

Algumas crianças apresentam maior propensão de não alcançarem um bom pico de desenvolvimento ósseo.

Neste grupo encaixam-se:
-- Os prematuros
-- Os que têm anorexia nervosa
-- O que apresentam puberdade tardia ou ausência anormal de períodos menstruais

Embora em grande parte, a genética possa auxiliar a prever a nossa saúde óssea, exercícios e boa alimentação, durante as três primeiras décadas de vida - quando o pico de massa óssea é atingido - ainda são excelentes salvaguardas contra a osteoporose e outros inúmeros problemas de saúde.

Osteoporose pode fazer os dentes caírem depois dos 40 anos


A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela perda de massa óssea, que acaba por deixar os ossos extremamente frágeis, facilitando as fraturas. Essa doença atinge mais mulheres a partir dos 40 anos, quando há a queda do hormônio estrogênio por conta da menopausa. 

Ocorre que é comum que a osteoporose acabe prejudicando a saúde bucal. "A gengiva pode ser afetada, pois ela reveste o osso ao redor dos dentes que está se tornando cada vez mais frágil", explicou o periodontista Mario Eduardo Lopes. 

Porém, o especialista explica que o caminho pode ser inverso. Quando o paciente tem uma doença periodontal (inflamação na gengiva) há um processo inflamatório instalado no organismo. Essa inflamação, por sua vez, libera substâncias que causam a osteopenia, que se caracteriza, entre outras coisas, pela diminuição da massa óssea ao redor do dente. Para entender melhor, a osteopenia é um alerta indicando a diminuição desta massa óssea que pode levar ao desenvolvimento de osteoporose.

"Quando um paciente chega ao meu consultório dizendo que está com os dentes moles e culpa a osteoporose por isso, logo explico que ele pode estar errado. Após algumas analises, constatamos que os dentes moles estão sendo causados, na maioria das vezes, por uma periodontite avançada", diz Lopes. 

Ou seja, "a osteoporose pode agravar uma doença periodontal, mas nunca ser a causadora direta da queda dos dentes", afirma o especialista que ressalta, ainda, a importância de o paciente informar ao dentista que tem osteoporose. 

Uma forma de prevenir a doença é optar por uma vida saudável com alimentação balanceada (rica em cálcio), controle de peso, exposição ao sol e a prática de exercícios físicos. Já para prevenir a periodontite é fundamental que se tenha uma higiene bucal impecável com o uso de fio dental e limpadores de língua.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Falta de cálcio pode levar organismo a atacar reservas do esqueleto e causar fraturas

A preocupação com a saúde, o bem-estar e a aparência já levou milhões de brasileiros a mudarem radicalmente o seu modo de vida, incluindo na rotina uma alimentação mais saudável e exercícios físicos. Estão na mira dessas pessoas as dietas saudáveis, os exercícios aeróbicos, a musculação e as inúmeras variações sobre o mesmo tema. A ideia principal é fortalecer os músculos e o coração e, com isso, viver mais, melhor e de preferência sair cada vez mais mais bonito na foto. O que a maioria das pessoas esquece, porém, é que a saúde dos ossos é fundamental para alcançar esses objetivos.

Com base no crescimento demográfico, a International Osteoporosis Foundation (OIF) estima que, no Brasil, o número de fraturas por osteoporose – doença que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e pelo aumento da fragilidade dos ossos – seja multiplicado em mais de cinco vezes, saltando de 124 mil no Brasil para 639 mil ao ano até 2050. "Até 25% dos fraturados morrem no primeiro ano em que sofreram a fratura. Além disso, de cada 100 pessoas que tiveram o fêmur fraturado, 25 vão enfrentar problemas como embolia, pneumonia e infecções decorrentes da própria fratura", informa Bruno Muzzi Camargos, ginecologista e especialista em densitometria óssea e osteometabolismo. De acordo com ele, entre os que sobrevivem, 50% passam a depender de um cuidador de forma permanente e apenas 20% voltam às atividades normais.

Para evitar esse problema, o melhor caminho é a prevenção. O ortopedista Ildeu Almeida, presidente da regional mineira da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, explica que é importante fazer uma "reserva óssea" desde a infância. "A prática de esportes, aliada a uma vida saudável e à boa alimentação vão determinar a formação de um bom estoque ósseo", explica. Aqueles que acreditam que não possuem essa "poupança", devem adotar uma dieta mais rica em cálcio e fazer exercícios físicos porque, do contrário, as perdas de massa óssea serão maiores, o que muito cedo pode levar à osteoporose.

Além dessa mudança de hábitos, o sol ocupa um papel fundamental na prevenção da doença. "As pessoas só se lembram da saúde óssea quando começam a perdê-la. Mas a osteoporose é um mal geriátrico que tem prevenção pediátrica", explica Camargos. Segundo o especialista, a criança que cresce em frente ao videogame, comendo fast-food e tomando refrigerante é uma forte candidata a sofrer de osteoporose depois da idade adulta. "Exercício físico, cálcio e vitamina D são as coisas mais importantes para a manutenção da saúde óssea", define. Para garantir o estoque de vitamina D no corpo por uma semana, basta tomar sol em cerca de um terço do corpo (as duas pernas ou os dois braços, por exemplo) por 20 minutos, sem protetor solar. No caso de contra-indicações, como risco de câncer de pele, é possível ingerir a vitamina em gotas.

Junto com o cálcio e os exercícios físicos, a vitamina D forma o tripé essencial para que se possa ter ossos saudáveis. "Não adianta cálcio sem vitamina D. É um casamento. O cálcio é o ator principal e a vitamina D possibilita a entrada dele na corrente sanguínea", explica Bruno Camargos. Com a vitamina D, o intestino aproveita melhor o cálcio ingerido por uma pessoa. Além de fortalecer os ossos, o cálcio também é responsável pelo bom funcionamento dos músculos, inclusive o coração e o diafragma, e até pelos impulsos nervosos do cérebro. Na falta dele, o organismo tira o cálcio das reservas que se encontram no esqueleto. "O esqueleto é a nossa poupança de cálcio e a alimentação é a nossa conta corrente", compara o médico.

A necessidade de ingestão diária de cálcio é de 1.000 miligramas ao dia, mas conseguir atingir a meta não é nada fácil. Um copo de leite contém 250 miligramas (mg) de cálcio, meio prato de couve 80 mg e uma fatia de queijo Minas do tamanho de uma caixa de fósforos 250 mg. Ou seja: não é simples suprir nas necessidades diárias desse elemento num só dia. Para facilitar a vida de quem precisa ingerir mais cálcio, a indústria de laticínios já lançou produtos fortificados como iogurtes, que concentram 500 mg de cálcio numa só porção. "Nenhum preparador físico ou nutricionista recomenda uma dieta pobre em cálcio porque a falta dele dificulta a queima da gordura. O cálcio é importante para todas as funções bioquímicas do corpo", resume.

Segundo o Ministério da Saúde, entre 2008 e 2013 houve um aumento de quase 30% nas fraturas de fragilidade em idosos. Foram 67.664 em 2008 e 85.939 em 2013. Hoje, o Brasil possui cerca de 14,9 milhões de pessoas idosas, o equivalente a 7,4% do total da população. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de idosos no país deve atingir a marca de 58,4 milhões em 2060. Neste período, a expectativa de vida também deve aumentar dos atuais 75 anos para 81 anos.

Dependendo do grau de saúde do osso, é importante a avaliação médica especializada. "De acordo com o grau de perda óssea, existem medicamentos de uso oral, nasal, venoso ou subcutâneo. As medicações avançaram muito. Antes o paciente tinha que tomar um comprimido diário, hoje pode ser um por semana, um por mês ou uma dose venosa anual", diz. Na questão ortopédica, o avanço do tratamento das fraturas conta com instrumentais específicos para ossos frágeis, como é o caso da placa de ângulo fixo desenvolvida especificamente para ossos osteoporóticos. "Trata-se de uma placa com parafuso, que envolve não só o osso, mas a própria placa", explica Ildeu Almeid

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