terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Osteoporose: fratura geralmente é o primeiro sinal da doença

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A osteoporose é  uma das mais importantes doenças associadas ao envelhecimento e é considerada um grave problema de saúde pública.  

A patologia é causada pela redução de massa óssea, normalmente não apresenta sintomas e, normalmente, manifesta-se quando ocorre uma fratura, o que indica que já está em estágio avançado.

Outra característica importante é que eles estão em constante processo de renovação, já que são formados por células chamadas osteoclastos que reabsorvem as áreas envelhecidas e, por outras, os osteoblastos, que têm função de produzir ossos novos.

Com o tempo, a absorção das células velhas aumenta e a formação de novas células ósseas reduz. O resultado é que os ossos se tornam mais porosos e, com isso, perdem resistência. As perdas mais leves de massa óssea caracterizam a osteopenia e a redução mais intensa está relacionada à osteoporose.

A osteoporose pode manifestar-se tanto em homens quanto em mulheres, mas atinge especialmente a população feminina depois da menopausa em função da queda na produção do estrógeno.

A doença geralmente se manifesta através de fratura espontânea de um osso que ficou poroso e muito fraco, a ponto de não suportar nenhum trauma ou esforço.

As lesões mais frequentes são as fraturas das vértebras por compressão, que levam a problemas de coluna, as fraturas do colo do fêmur, punho (osso rádio) e costelas. Com exceção das fraturas em que existe algum comprometimento neurológico, as demais devem ser tratadas, num primeiro momento, sem cirurgia. Uma das alternativas, no caso da coluna vertebral, é o uso de algum tipo de colete, por cerca de quatro meses, para auxiliar no alívio dos sintomas e consolidar os ossos.

Além do fator idade, estão mais propensas a desenvolver a doença as pessoas que têm histórico familiar, pessoas com pele branca, baixas e magras, que possuem deficiência na produção de hormônios, que têm alimentação deficiente em cálcio, sedentárias, entre outras.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Uma em cada três mulheres terá osteoporose, diz pesquisa


Estudo feito pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso) indica que uma em cada três brasileiras vai desenvolver osteoporose, doença que enfraquece os ossos, após a menopausa. O detalhe é que 90% delas não consomem a quantidade ideal de cálcio, presente principalmente no leite e em seus derivados.


Segundo a Abrasso, cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com o problema. Mesmo com esse número, apenas 39% da população feminina com mais de 45 anos já fizeram algum teste para detectar a doença que atinge majoritariamente as mulheres – a proporção é de dez para cada homem.

A prevenção, segundo a entidade, deveria começar na infância, por meio de alimentação adequada e, claro, ser rica em cálcio. A gravidade do quadro é que, por ser uma doença silenciosa, que não causa dor, muitas vezes só é descoberta após a primeira fratura.

A International Osteoporosis Foundation (IOF) calcula que o número de fraturas no quadril, em decorrência do problema, deve crescer 32% até 2050 no Brasil. O dado se baseia no envelhecimento da população: o número de indivíduos com mais de 70 anos aumentará 380% até 2050, representando 14% do total.

As fraturas são o maior risco, especialmente as de quadril – sabe-se que 20% das mulheres que apresentam esse tipo de fratura morrem até um ano depois da queda em decorrência de complicações.

Com a idade, é esperado que haja perda óssea: se ela é normal, será de 0,5% por ano a partir dos 45 anos. Uma perda equivalente a 25% do esqueleto, no entanto, leva à grande possibilidade de fratura – e, quando atinge esse ponto, está instalada a osteoporose.

Segundo o IOF, o fator genético é responsável por 80% da formação óssea de um indivíduo: o restante dependerá dos hábitos (aquisição de cálcio e da prática de atividades físicas) de cada um. A exposição ao sol – cerca de 15 minutos, três vezes por semana – também é fundamental para alavancar a absorção do mineral. A ingestão de 800 a 1.200 mg de cálcio por dia é o mais adequado.

TENDÊNCIA. Entre causas e fatores de risco, destacam-se história familiar da doença; pessoas de pele branca, baixas e magras; asiáticos; deficiência na produção de hormônios; medicamentos à base de cortisona, heparina e no tratamento da epilepsia; alimentação deficiente em cálcio e vitamina D; baixa exposição à luz solar; sedentarismo; tabagismo; consumo de álcool; certos tipos de câncer e algumas doenças reumatológicas, endócrinas e do sistema hepático.

"O perigo maior é porque estamos falando de uma moléstia de instalação silenciosa", adverte Denise Ludovico, endocrinologista pediatra da ADJ Diabetes Brasil, pesquisadora clínica do Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin), em São Paulo. "A dor, que seria o único sintoma, somente ocorre quando acontece a fratura", salienta Felipe Henning Gaia Duarte, doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Detalhes

Perda. Quando uma pessoa tem osteoporose, a fratura ocorre porque o osso está poroso, já que perdeu massa progressivamente. Na menopausa, quando a perda de massa óssea ocorre de maneira intensa e rápida por causa das alterações hormonais, o problema é agravado.

Tratamento. Embora a osteoporose não tenha cura, ela pode ser tratada. O importante é fazer acompanhamento com médicos especializados que poderão indicar medicamentos para estabilizar ou melhorar a alteração, reduzindo o risco de fraturas.

DO IG SAÚDE

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Osteoporose acomete mais coluna e quadril


Ossos ocos, finos, extremamente frágeis e quebradiços. Este é o quadro provocado pela osteoporose, doença que atinge os ossos e é marcada pela diminuição da resistência do osso, aumentando a fragilidade do tecido e favorecendo ao aparecimento de fraturas. A principal causa da osteoporose é o desequilíbrio entre a reabsorção e a formação de tecido ósseo, sendo mais comum em mulheres a partir dos 60 anos. As mulheres são o principal alvo da doença porque, normalmente, apresentam menor massa óssea do que os homens. As características genéticas como sexo, idade, raça, peso, altura e antecedentes familiares são responsáveis por 80% das causas da osteoporose.

Os 20% restantes relacionam-se com atividades como exercício, dieta, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, doenças pré-existentes ou adquiridas.

Após a menopausa, os ossos femininos passam a incorporar menos cálcio, que é parte fundamental da formação óssea, e por isso ficam quebradiços. Um dos maiores problemas da osteoporose, contudo, é que ela progride lentamente e poucas vezes apresenta sintomas, ou seja, sem exames específicos é fácil que passe despercebida até que ocorra uma fratura.

Pontos frágeis 

Hoje, em todo o mundo, a estimativa é de que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima de 50 anos tenham osteoporose. As fraturas costumam ocorrer em quatro lugares: o primeiro é a coluna vertebral, especialmente as vértebras lombares que, na maioria das vezes, são indolores e podem levar a deformidades (como a formação de uma corcunda), sendo as principais causas de diminuição da altura dos pacientes com quadro de osteoporose. O segundo é o quadril, que podem levar a imobilidade e até invalidez, dada a dificuldade de cicatrização das fraturas no local. Por último estão o pulso e o fêmur, que prejudicam bastante a independência no caso do idoso.

Existem dois tipos de osteoporose: a pós-menopausa e a senil. A primeira compromete as mulheres na época da menopausa, provocada pela restrição abrupta dos hormônios sexuais, com aumento da reabsorção do osso causada pela diminuição dos níveis de estrogênio no organismo. A osteoporose senil acomete a ambos os sexos e ocorre a partir dos 70 anos de idade, sendo causada pelo desequilíbrio provocado pela diminuição da absorção de cálcio pelo organismo. A osteoporose também favorece a fragilidade dentária levando a perda óssea e prejudicando a nutrição das pessoas com idade mais avançada.

Como diagnosticar e tratar 

É preciso fazer um exame de densitometria óssea, que mede a densidade dos ossos e mostra o estado de deterioração do colágeno ósseo, que dá sustentação ao osso. Trata-se de um método não invasivo, indolor e sem risco de radiação. Para as mulheres, o ideal é começar a fazer o exame já no período pré-menopausa. O diagnóstico de osteoporose é positivo quando existe a perda de mais de 25% da massa óssea e a presença de pelo menos uma fratura secundária.

Leite

Caso seja identificada a doença, o tratamento inicial conta com suplementação de cálcio. Entretanto, existem vários esquemas terapêuticos e medicamentos aplicados às diversas características dos pacientes, tratamentos direcionados aos tipos de osteoporose e para diferentes fases da vida.

Entre eles, destacam-se a reposição hormonal para a menopausa, uso de bisfosfonatos (alendronato, risendronato, ibandronato, zolendronato), modulador seletivo de receptor de estrógeno, hormônio paratireoideano, calcitonina, ranelato de estrôncio, assim como a prescrição atividade física com orientação profissional para controlar, reduzir e estabilizar o quadro.

Prevenção começa no berço
A prevenção é essencial para evitar, reduzir ou diminuir consideravelmente a osteoporose. Veja agora os principais cuidados, que começam até mesmo antes do nascimento.

1. Cuidados ainda na gestação
A prevenção da osteoporose tem início durante a gravidez e a amamentação, quando os cuidados com a dieta saudável e a suplementação de cálcio são muito importantes. Ao nascer o ser humano tem 25g de cálcio e, no término do desenvolvimento, possui 1000 g de cálcio. Esse aumento de 40 vezes é devido à alimentação. Durante toda a vida os cuidados com alimentação saudável, atividade física diminuem substancialmente o impacto da perda óssea.

2. Esportes preventivos
A atividade física regular é essencial para preservar a massa óssea, especialmente os esportes que trabalham mais a parte aeróbica como a corrida, o tênis, a dança ou qualquer atividade que force o corpo a trabalhar contra a gravidade. (musculação ou esteira, depende dos seus objetivos) O trabalho de resistência e fortalecimento ósseo, como na musculação, por exemplo, também é importante na prevenção. Os exercícios físicos e a manutenção da qualidade muscular estimulam o corpo a produzir mais células ósseas, aumentando e fortalecendo. Por outro lado, o sedentarismo e a imobilidade aumentam a perda óssea.  

3. Alimentação balanceada
As dietas exageradas para perda de peso, sem controle e orientação, intensificam a perda óssea. Tanto estar abaixo quanto acima do peso prejudica a saúde dos ossos. No entanto, em termos de reposição de cálcio, o uso de alimentos ricos nesse mineral deve fazer parte da dieta desde a infância.

Os alimentos mais indicados são o leite e seus derivados como queijos, coalhadas e iogurtes, que apresentam uma ótima concentração de cálcio: cerca de 250 ml de leite têm aproximadamente 200 a 250 mg de cálcio, 100 ml de iogurte possuem em torno de 300 mg de cálcio e em cerca de 100 g de queijo minas encontramos 300 mg de cálcio. As verduras como brócolis, couve e alface também possuem alta concentração de cálcio. A suplementação de cálcio deve ser diária e balanceada, de acordo com a faixa etária:

- Na infância: cerca de 600mg a 800 mg diários
- Na puberdade: de 800m g a 1200 mg diários
- Na idade adulta: cerca de 1000 mg por dia

4. Apague o cigarro
Além da absorção de cálcio ser bem menor nos fumantes, o cigarro tende a adiantar a menopausa, já que leva as mulheres a reduzirem a produção estrogênio.

5. Cheque seus medicamentos
Se você precisa tomar medicamentos, com regularidade, para artrite, rins, tiróide e fígado, consulte seu médico para que ele avalie se algum destes remédios pode levar a uma perda da massa óssea com o uso prolongado e peça orientações para evitar o problema. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Intolerância a leite pode gerar osteoporose?


A osteoporose é uma patologia que se caracteriza por fragilidade óssea com perda de massa óssea, que acomete principalmente mulheres na fase pós-menopausa e na senilidade. É conhecida como uma 'doença silenciosa' pois não apresenta sintoma, e muitas vezes é diagnosticada quando se manifestam as complicações como fraturas por traumatismos banais ou deformidades progressivas como a cifose e perda de altura.

Acesse o blog da Saúde


Vários são os fatores determinantes: raça, tipo físico, idade, sexo, estilo de vida, hábitos alimentares, atividades do cotidiano, habilidades motoras, entre outras.

Hábitos saudáveis desde cedo, como viver em ambiente adequado, ter conhecimento das características individuais, investir em educação e saúde e evitar os atos deletérios que levam à doença são fundamentais para evitar a osteoporose.

Portanto, apenas a intolerância ao leite e derivados, e o fato de não gostar de produtos de soja e tomar café não são fatores para determinar que venha desenvolver a osteoporose. Ter uma condição orgânica saudável, com bom equilíbrio de massa corporal, boa relação entre peso e altura, equilíbrio do aparelho locomotor e alimentação saudável são fatores preventivos para o problema.

É recomendável alimentar-se de verduras de folhas escuras, frutas e legumes naturais e da época, com equilíbrio entre seus componentes e distribuídos ao longo do dia, manter um estilo de vida saudável com atividades físicas equilibradas e fazer a manutenção da saúde com a medicina preventiva. Tudo isso são fatores muito mais efetivos do que preocupar-se com o cálcio do leite e seus derivados, outros suplementos ou comprimidos de cálcio e abdicar-se do café.

Em alguns países a população não adota o leite ou seus derivados no cardápio, e muito menos conhecem a soja; nem por isso tem osteoporose. O equilíbrio entre as necessidades e deficiências, conhecer os fatores de risco e sobretudo aqueles necessários para evitar a doença devem ser avaliadas com uma consulta ao seu médico de confiança.

Áureo Shizuto Cinagawa, ortopedista

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pilates pode ajudar na prevenção da Osteoporose



Os cuidados com o nosso corpo devem ser constantes, em qualquer fase da vida, para que possamos envelhecer com saúde e poder aproveitar todas as fases da vida com plenitude.  Com o envelhecimento, a prática de atividades físicas deve ser mais constante para que no futuro não haja aquelas dorzinhas chatas que incomodam.

Uma das atividades mais procurada na terceira idade para fortalecer os ossos e a mente é o pilates entre os seus benefícios nessa fase da vida é o aumento do equilíbrio corporal, para assim, ajudar a evitar quedas que infelizmente se agravam com a idade, coordenação motora como um todo e, principalmente, a recuperação mais rápida em casos de reabilitação pós cirúrgica e cardiovasculares.   Para as mulheres em especial o pilates pode auxiliar ao tratamento da osteopenia e osteoporose, resultantes da queda hormonal, consequência da menopausa.

O pilates trabalha o corpo por inteiro, dando atenção em toda organização corporal. O trabalho desenvolvido atinge todas as funções do corpo restabelecendo a qualidade da saúde física.  Melhora da consciência corporal, concentração e respiração, uma vez que os exercícios  são praticados com respiração longa e profunda.

Apesar da atividade ser indicada ela deve ser sempre orientada por um profissional capacitado no método, a fim de fazer uma conduta personalizada para cada indivíduo, atuando da melhor forma ao combate dos males provocados pela osteoporose.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Os inimigos do esqueleto



• Álcool
O excesso diminui a capacidade do intestino de absorver o cálcio, dificulta o trabalho das células que fabricam a massa óssea e ativa mecanismos responsáveis pela degeneração dos ossos.

• Alimentos embutidos
Comidas como a salsicha e a lingüiça são ricas em fosfato. Ele impede a absorção da vitamina D, essencial ao esqueleto.

• Cigarro
A nicotina intoxica as células formadoras dos ossos, tornando sua produção lenta. Ela também atrapalha a ação dos hormônios masculinos, que protegem a massa óssea.

• Refrigerantes
Mesmo quando são ingeridas quantidades suficientes de cálcio, os refrigerantes do tipo "cola" dificultam o aproveitamento do mineral.


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