quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sintomas da Osteoporose



- Fraturas com pequenos traumatismos (especialmente das vértebras, anca e punho)
- Perda de altura superior a 2,5 cm
- Aparecimento de corcunda ou ombros descaídos para a frente
- Dor nas costas, súbita, intensa e inexplicáve


A forma do seu corpo muda por causa da osteoporose
- A altura diminui - A parte de cima das costas torna-se arredondada (corcunda ) e a cabeça e os ombros inclinam-se para a frente - As costelas encostam nos ossos da bacia e a cintura fica mais larga - O abdómen fica mais proeminente - A parte de baixo das costas fica mais plana

Algumas consequências para o seu dia-a-dia
- Não consegue chegar aos armários como antigamente
- A roupa deixou de assentar tão bem (p.ex. a gola fica mais afastada da nuca, os casacos e camisas levantam atrás e as saias e vestidos empinam à frente)
- Sente-se rapidamente enfartada, mesmo com pouca comida
- Tem a sensação que as costelas a estão a furar

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Prevenção da osteoporose: dicas para se evitar quedas


  • Faça regularmente uma avaliação da sua visão e da audição;
  • Aprenda a reconhecer as alturas em que as hipóteses de cair são maiores (durante stress emocional, quando começa um novo medicamento, quando está a recuperar de uma doença prolongada, etc.)
  • Informe o seu médico de todos os medicamentos que está a tomar;
  • Nunca altere a dose de um medicamento sem falar com o seu médico, nem tome nada que não lhe tenha sido receitado;
  • Se está a tomar medicamentos para a hipertensão e tem tonturas com frequência, informe o seu médico;
  • Se está a tomar medicamentos para tratar uma depressão ou para dormir, tenha cuidado para não tomar mais que a dose recomendada;
  • Levante-se e deite-se devagar para evitar ter tonturas;
  • Escolha um calçado adequado: compre sapatos que suportem bem a arcada do pé, com solas não derrapantes e sem saltos altos;
  • Evite andar em casa só com meias, principalmente em chão escorregadio;
  • Evite usar chinelos que estejam largos ou sapatos com solas muito gastas;
  • Sente-se enquanto veste as calças e as meias ou calça os sapatos;
  • Pratique exercício: é bom para a massa óssea, fortalece os músculos, melhora a postura, a coordenação motora, a flexibilidade e os reflexos - é fundamental para evitar as quedas;
  • Limite o consumo de bebidas alcoólicas: mesmo uma pequena quantidade de álcool pode ser prejudicial se já existir um deficiente equilibrio e reflexos fracos;
  • Informe-se com o seu médico sobre a necessidade de usar protectores das ancas;
  • Ao tomar banho não se torça para lavar as costas ou os pés: use uma escova/esponja com cabo longo;


Quando estiver a lavar os dentes ou a fazer a barba, dobre ligeiramente os joelhos e encoste-s e ao lavatório para diminuir o esforço na coluna;
Não torça o corpo para sair da cama: role até ficar deitado de lado, dobre as pernas e coloque-as para fora da cama ao mesmo tempo que, com a ajuda dos braços, levanta o tronco;
Ao fazer a cama, não se estique: dobre os joelhos, incline-se a partir das ancas e faça um lado de cada vez;
Na cozinha, sempre que puder trabalhe sentada (p.ex. ao descascar batatas ou arranjar legumes);
Se tem que se debruçar à janela para estender a roupa na corda, peça a outra pessoa que a ajude com as peças mais

pesadas (p.ex. lençóis e toalhas turcas), e peça também ajuda se, pelo contrário, tem de se esticar demasiado para um estendal que esteja muito alto num pátio, terraço ou quintal;
Se tem animais de estimação tenha atenção para não tropeçar neles;
Se estiver constipado, coloque uma mão na barriga e outra nas costas, para segurar a coluna, sempre que tossir ou espirrar.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O tratamento da osteoporose - aspectos atuais e futuros


A osteoporose é uma condição metabólica que compromete os ossos por causar a diminuição da densidade óssea. O problema traz problemas como fraturas, fragilidade, perda de mobilidade e dor crônica. Apesar de homens e mulheres poderem desenvolver a condição, as mulheres são mais suscetíveis ao problema devido à menopausa, já que o estrógeno é um grande protetor dos ossos.

O diagnóstico é frequentemente realizado após os primeiros problemas surgirem, mas existem possibilidades e técnicas modernas de a doença ser identificada mais cedo. O tratamento envolve diversas abordagens. Além da complementação de vitamina D e de cálcio, é importante que o paciente receba aconselhamento quanto ao seu estilo de vida. O tratamento traz ainda a opção de uso de biofosfonatos, mas a aderência a longo prazo dessa terapia é baixa e o uso prolongado pode trazer complicações.

Um novo estudo alemão, desenvolvido na Dresden Technical University, mostra que apesar de a literatura médica publicada na última década ter evoluído, a abordagem do problema pode ser melhorada. Foram descobertas possibilidades de novas terapias que estão em estágios avançados de estudo e também surgiram novidades na forma que a doença se desenvolve.

Assim, a conclusão do estudo alemão, apresentado no 15º European Congress of Endocrinology, mostra que maior conscientização da população, melhores modelos de predição de diagnóstico e o surgimento de novas terapias podem mudar a forma como a osteoporose é tratada atualmente e trazer diversas vantagens para os pacientes.

O congresso aconteceu entre os dias 27 de abril e 1 de maio em Copenhagen, na Dinamarca.

Fonte: 15º European Congress of Endocrinology, 27 de abril a 1 de maio de 2013, Compenhagen/Dinamarca, abstract S8.2


quinta-feira, 25 de abril de 2013

6 perguntas e respostas sobre a Osteoporose



1 - Quem não gosta de leite apresenta maior risco de ter osteoporose?

Não. Uma das dicas de prevenção da doença é preocupar-se com a ingestão mínima de cálcio necessário para manter os ossos saudáveis. São recomendados 1.200 mg por dia. Para quem não gosta de leite, é só recorrer a outros laticínios, como queijo.

2 - A osteoporose não tem cura e não pode ser tratada?

A osteoporose não tem cura, mas o tratamento deve ser feito por médicos especializados, capazes de dar orientações sobre medicamentos que estabilizam o quadro da doença ou melhoram o problema. Isso significa evitar maiores complicações e reduzir significantemente o risco de fraturas.

3 - Quem tem osteoporose não pode praticar atividade física?

Pelo contrário. Praticar exercícios físicos é essencial. Nesse caso, os exercícios devem ter impacto mínimo. Caminhada é a atividade mais recomendada.

4 - Devo me preocupar com a osteoporose somente após a menopausa?

Não. O nível de cálcio no organismo, de fato, é menor após a menopausa, mas a sua incidência não está ligada a essa fase. Sua prevenção deve ser uma preocupação ao longo da vida. Para isso, basta seguir algumas ações cotidianas, como expor-se à luz do sol sem filtro, durante 15 minutos todos os dias. O sol deve incidir sobre a face, tronco superior e braços. Atenção: deve-se evitar o sol após 10 horas da manhã. Vale ainda ingerir vitamina D diariamente. Verduras e laticínios fortificados fornecem este tipo de vitamina.


5 - A osteoporose é uma doença feminina?

Mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois têm os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa. No entanto, homens com deficiência alimentar de cálcio e vitaminas estão sujeitos à doença. Inclusive, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) criou o Programa de Osteoporose Masculina (PROMA), desde março de 2004, com o objetivo de quantificar as vítimas da doença para tratá-las e estudar a sua incidência.

6 - A osteoporose é hereditária?

Não significa dizer que, se o histórico familiar é favorável à osteoporose, todos vão desenvolver a doença. Mas é importante, sim, identificar se os pais são portadores de osteoporose. Em caso positivo, deve-se manter cuidado redobrado na prevenção da doença. Explicação: a vitamina D é mais eficiente na absorção do cálcio em algumas pessoas do que em outras e essa característica é hereditária. Descendentes de pessoas que têm menor capacidade de absorção do cálcio no organismo e que apresentaram osteoporose quando adultas têm maior probabilidade de apresentar a doença. Mas nada que bons hábitos alimentares não possam mudar este quadro.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O cálcio na alimentação


Essencial para os ossos - Essencial para a vida

O cálcio é um dos mais importantes elementos do corpo humano: todas as células necessitam de cálcio para funcionarem correctamente.
- No corpo humano o cálcio encontra-se em 3 locais:
- no esqueleto, o "armazém" onde se encontra guardado 95% do cálcio nas células
- no sangue, onde circula para as células e os orgãos que dele necessitam

O nosso corpo não consegue fabricar cálcio, por isso todo ele vem da alimentação (ou de suplementos).
Se faltar cálcio nas células ou no sangue o organismo vai buscá-lo ao armazém: o esqueleto.

Quando e em que quantidade?

O cálcio é um dos responsáveis pela força e resistência dos ossos nas várias etapas da vida:
- na infância e na adolescência: fundamental para o crescimento do esqueleto
- até aos 25-35 anos: importante para a obtenção do pico de massa óssea
- a partir dos 35 anos: necessário para repor a perda de osso que se começa a verificar
- na gravidez e na amamentação as necessidades são maiores: cálcio para a mãe e para o bebé
- após a menopausa: com a falta de estrogéneos é necessário para evitar a perda rápida de osso
- depois dos 65 anos: a absorção pelo intestino é pior, pelo que é necessário ingerir mais

Ingestão de cálcio recomendada em função da idade
População Ingestão de cálcio diária óptima (mg)
Lactentes:
Nasimento - 6 meses 400
6 meses - 10 anos 600
Crianças:
1 ano - 5 anos 800
6 anos - 10 anos 800 - 1200
Adolescentes - Adultos:
11 anos - 24 anos 1000
Mulheres:
25 anos - 50 anos 1000
Gravidez - aleitamento 1200 - 1500
-- 50 anos - 60 anos (menopausa) --
Com THS 1000
Sem THS 1500
Depois dos 65 anos 1500
Homens:
25 anos - 65 anos 1000
Depois dos 65 anos 1500

O cálcio na alimentação

O leite e os seus derivados (p.ex. queijo, iogurte) são os alimentos mais ricos em cálcio da nossa alimentação.
Outros alimentos que também possuem uma grande quantidade de cálcio são os legumes verdes (p.ex. espinafres, bróculos) e alguns cereais, frutos secos e peixes (principalmente os que podem ser comidos com espinhas).
O cálcio dos lacticínios é mais fácilmente absorvido pelo nosso organismo do que o cálcio de outros alimentos, pelo que o leite e derivados devem ser considerados os nossos principais fornecedores de cálcio.
Os vegetais verdes contêm oxalatos, um elemento que torna díficil a absorção do cálcio. O mesmo problema sucede com os cereais, por conterem fitatos. Mas atenção: isso não significa que os deva excluir da sua alimentação.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Como se desenvolve a Osteoporose?



O remodelamento ósseo é um processo contínuo de retirada de osso para o sangue e formação de osso novo, ocupando 20 a 30% do esqueleto a cada momento. Através do remodelamento, o tecido ósseo substitui células velhas por novas (o que ocorre em todos tecidos) e o organismo pode dispor de elementos importantes que são armazenados nos ossos, como o cálcio.

Os osteoclastos são as células responsáveis pela reabsorção durante o remodelamento.

No início de cada ciclo de remodelamento os osteoclastos escavam o osso, formando lacunas na sua superfície e cavidades no seu interior. Após cerca de duas semanas os osteoclastos são deslocados pelos osteoblastos que em um período aproximado de três meses preenchem a área absorvida com osso novo.
Até aproximadamente 30 anos de idade a quantidade de osso reabsorvido e reposto é igual. A partir daí, inicia-se um lento balanço negativo que vai provocar, ao final de cada ativação das unidades de remodelamento, discreta perda de massa óssea. Inicia-se, portanto, um lento processo de perda de massa óssea relacionada com a idade - osteoporose senil - no qual, ao longo de suas vidas, as mulheres perderão cerca de 35% de osso cortical (fêmur, por exemplo) e 50% de osso trabecular (vértebras), enquanto os homens perderão 2/3 desta quantidade.

Além desta fase lenta de perda de massa óssea, as mulheres têm um período transitório de perda rápida de osso no qual a queda de estrógenos circulantes, que ocorre desde a pré-menopausa, desempenha papel importante. O período transitório de perda rápida pode se manter por 4 a 8 anos, nos quais a perda óssea chega até a 2% ao ano. O osso trabecular é metabolicamente mais ativo e mais responsivo às alterações do funcionamento do organismo o que pode explicar porque, neste tipo de osso, a perda óssea inicia-se, em ambos sexos, na terceira década e a massa total de osso declina 6 a 8% a cada 10 anos. Também a resposta à queda estrogênica é mais intensa, havendo grande aceleração do remodelamento ósseo e perda de 5 a 10% de massa óssea ao ano em 40% das mulheres - osteoporose da pós-menopausa.
Observam-se, portanto, dois padrões distintos de alterações no funcionamento das unidades de remodelamento que levarão à osteoporose. Um é lento e dependente da idade - osteoporose senil - e relacionado com defeito na formação óssea; os osteoclastos produzem lacunas de profundidade normal ou até menores, mas os osteoblastos são incapazes de preenchê-las completamente.

Já as modificações que ocorrem com a queda de estrógenos levam a um remodelamento onde há maior número de osteoclastos e cada um produz uma cavidade mais profunda; também há aumento da atividade dos osteoblastos que tentam corrigir o defeito mas não conseguem, caracterizando o remodelamento acelerado onde a atividade de reabsorção é maior e, no final de cada ciclo, haverá um declínio significativo de massa óssea - osteoporose da pós-menopausa.

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ex: prevenção


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