quinta-feira, 26 de junho de 2014

Alimentação saudável auxilia tratamento da osteoporose

 

A alimentação de mulheres na menopausa com osteoporose influencia na gravidade da doença. Aquelas que mantêm um padrão de alimentação que inclui grandes quantidades de doces, chás e café tendem a ter a densidade óssea mais baixa. A conclusão é de uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, feita pela nutricionista Natasha França. O estudo também constatou que pessoas com o peso saudável que costumam comer frutas, verduras e legumes tendem a ter a ter osteoporose mais leve. Muito além do cálcio, os dados sugerem que, nesta doença, a alimentação pode ser coadjuvante do tratamento com medicamentos.

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A pesquisa da FSP buscou entender se a alimentação de mulheres que já têm osteoporose pode exercer influência nos valores da densidade mineral óssea delas. Esta medida indica se o osso encontra-se em estado de "normalidade", ou seja, com tamanho e dureza adequados. A doença é caracterizada pela desmineralização (perda de minerais, principalmente cálcio) dos ossos, tornando-os mais frágeis e porosos. Geralmente, quando um médico faz o diagnóstico dela, indica medicamentos e a ingestão de alimentos ricos em cálcio, como leite e derivados, pois o nutriente participa da formação e manutenção dos ossos.

Os resultados do estudo sugerem que, além desse tratamento convencional, mais mudanças na alimentação podem implicar melhora no quadro. Entre as mulheres participantes, quem comia grandes quantidades de doces, chás e cafés tinha também uma menor densidade mineral óssea tanto no fêmur quanto em todo o corpo. Essa medida era maior, no entanto, para aquelas com o IMC saudável cuja alimentação tinha grande participação das frutas, vegetais e tubérculos.

Prevalência em mulheres
O grupo de Natasha optou por estudar as mulheres principalmente devido à maior prevalência da doença entre elas. "A osteoporose é uma doença que acomete muito mais mulheres, principalmente porque ela está envolvida com o hormônio estrógeno", explica a nutricionista. A produção deste hormônio tende a diminuir após a menopausa, estágio em que estavam todas as participantes da pesquisa, o que leva à maior "retirada" do cálcio do osso, aumentado assim, o risco de osteoporose.

A pesquisa foi feita com 156 mulheres com osteoporose, que já haviam passado pela menopausa, moradoras de São Paulo e atendidas no Ambulatório de Doenças Ósteo-Metabólicas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Além de coletar dados como peso, altura e realizar o exame da densitometria óssea nas participantes, a pesquisa buscou entender como elas se alimentavam. Para isso, elas registraram tudo que comeram durante três dias não consecutivos, dois durante a semana e um no fim de semana.

Após esta etapa, todos os dados foram computados em um software de nutrição e, assim, Natasha pôde dividir todos esses alimentos em grupos, que foram agregados por uma análise estatística feita em parceria com o Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Do agrupamento entre grupos de alimentos relacionados, surgiram os cinco padrões alimentares considerados na pesquisa. Eles são o padrão "saudável", caracterizado pelo consumo de vegetais, frutas e tubérculos, o padrão "carne vermelha e cereais refinados", o padrão de "leite e derivados magros" (leite e iogurtes desnatados, queijos magros etc), o padrão de "doces, café e chás", que incluía açúcar, mel, e doces em geral, e o padrão "ocidental", caracterizado pelo elevado consumo de refrigerantes e fast food.

Daí, uma análise de regressão linear foi feita para entender a relação entre o consumo desses padrões com a densidade do osso de cada pessoa. A nutricionista explica que "muitas vezes, a alimentação acaba exercendo um efeito muito pequeno, que acaba não sendo detectado em questões estatísticas". Mesmo assim, a pesquisa conseguiu encontrar associação entre dois padrões de alimentação e a densidade do osso entre as mulheres com osteoporose avaliadas.

O estudo fez parte da dissertação de mestrado Associação entre o padrão alimentar e a densidade mineral óssea de mulheres menopausadas com osteoporose, de autoria de Natasha sob orientação da professora Lígia Araújo Martini. Os dados no ambulatório foram coletados entre 2009 e 2012.

Por Lara Deus

terça-feira, 24 de junho de 2014

Artigo: Pilates clínico como intervenção fisioterapêutica na Osteoporose

http://www.emsgenericos.com.br/arquivos/imgs_blog/121121140548_EMS-Pilates-Idosos-Melhor-Idade.jpg

A osteoporose é considerada uma doença sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração microarquitetural do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e susceptibilidade à fratura, e que atinge cerca de um terço das mulheres na pós-menopausa, sendo assim responsável por um alto índice de morbidade e mortalidade entre os idosos (AUAD et al., 2008).

Um estudo epidemiológico realizado no Brasil com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Organização Mundial da Saúde, conduzido pelo médico Jaime Danowski, presidente do Comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Reumatologia, mostrou que: 7.239.128 brasileiras apresentam baixa massa óssea, fator importante que leva ao desenvolvimento da doença (MEIRELES, NUNES, 2012).

Segundo Pinheiro et al., (2010) a fratura por osteoporose tem elevada prevalência e representa importante problema de saúde pública no Brasil, e está associada à deterioração da qualidade de vida e à maior mortalidade.

Para Auad et al., (2008) esses comprometimentos físicos provenientes da osteoporose po­dem ser responsáveis por comprometimentos emocionais, psicológicos e sociais, podendo limitar cada vez mais as atividades dos indivíduos idosos, causando diminuição da auto-estima e isolamento social.

A manutenção da densidade mineral óssea é muito importante para a prevenção da osteoporose, caracterizada por uma diminuição acentuada da densidade mineral óssea, no qual a matriz e os minerais ósseos são perdidos devido ao excesso de reabsorção óssea em relação a formação (CADORE, BRETANO, MARTINS, 2005).

De acordo com Souza et al., (2011) a pratica de exercício físico, além de combater o sedentarismo, contribui de maneira significativa para a manutenção da aptidão física do paciente, seja no âmbito da saúde como nas capacidades funcionais.

É sabido que a atividade física beneficia o sistema osteomuscular, pois durante o exercício ocorre suporte de peso em regiões ósseas especificas gerando tensão ou deformação como estimulo externo, tendo um efeito osteogênico (PAGLIARINI, PINTO, 2010).

De acordo com Santos, Borges (2010) a atividade física ou a prática regular de exercícios físicos influenciam a manutenção das atividades normais ósseas, e por este motivo a atividade física vem sendo indicada no tratamento da osteoporose.

Entretanto, a relação entre atividade física, exercício físico e osteoporose tem levado pesquisadores a abordar várias discussões sobre este assunto, buscando melhor conhecimento sobre fatores como a intensidade, frequência e duração dos exercícios utilizados como método de prevenção e tratamento da patologia (SANTOS, BORGES, 2010).

A prática regular de atividade física possibilita a manutenção ou até mesmo a melhora do estado de saúde física, psíquica de indivíduos de qualquer idade, inclusive de pacientes com osteoporose (NAVEGA, OISHI, 2007).

Numerosos estudos indicam que a atividade física está positivamente relacionada com a densidade mineral óssea, sendo um importante fator na sua manutenção (CADORE, BRETANO, MARTINS, 2005).

Para Ocarino, Serakides (2006) há indícios que a atividade física minimiza na osteopenia decorrente do avançar da idade e do declínio dos esteróides sexuais.

Segundo Galvão, Castro (2010) o exercício físico desempenha um papel importante na prevenção da osteoporose e recomenda-se sempre como coadjuvante no tratamento da osteoporose instalado.

Dentre as formas de treinamento contra resistência, o método Pilates surge como forma de condicionamento físico particularmente interessado em proporcionar bem-estar geral ao individuo, sendo assim capaz de proporcionar força, flexibilidade, boa postura, controle, consciência e percepção do movimento (PIRES, SÁ, 2005).

De acordo com Silva, Mannrich (2009), baseando-se em princípios da cultura oriental como ioga, artes marciais e meditação, o Pilates configura-se pela tentativa do controle dos músculos envolvidos nos movimentos da forma mais consciente possível. Silva, Mannrich (2009) ainda cita que, os exercícios que compõem o método envolvem contrações isotônicas (concêntricas e excêntricas) e, principalmente isométricas, com ênfase no que Joseph denominou power house (ou centro de força).

O método de Pilates é um programa completo de condicionamento físico e mental numa vasta órbita de exercícios potenciais (MIRANDA, MORAIS, 2009).

Segundo Reis, Mascarenhas, Lyra (2011) alguns especialistas referem-se ao Pilates como a condição de ginástica mais eficiente de todos os tempos. Os benefícios do Método Pilates para os idosos incluem aumento da densidade óssea, melhoria da flexibilidade nas articulações e postura, aumento da capacidade respiratória e cardiovascular, proporcionando satisfação total aos praticantes que desejam obter melhoria da qualidade de vida.

O objetivo deste trabalho é demonstrar a eficácia da atividade física especificamente o Pilates na Osteoporose. Justificando este estudo a dificuldade de encontrar materiais científicos relacionados ao tratamento da osteoporose, utilizando os princípios do Método Pilates de forma terapêutica.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

 

Foi realizada uma revisão de literatura, utilizando-se estratégia de busca primária e secundária, tendo como referências publicações em inglês e português, cujos descritores foram osteoporose, atuação da fisioterapia na osteoporose, exercício físico na osteoporose, qualidade de vida, Pilates contidas nas seguintes fontes de dados: BIREME, SCIELO, LILACS e PUBMED, de 2004 a 2012.

  

DISCUSSÃO

 

Segundo Pinheiro et al., (2010) no Brasil, os fatores clínicos de maior relevância de risco para fratura decorrente da osteoporose, em homens e mulheres, ainda não eram bem conhecidos e, na maioria das vezes, eram extrapolados de estudos internacionais.

Ainda de acordo com Pinheiro et al., (2010) em seu trabalho revela que os fatores sedentarismo, tabagismo atual, pior qualidade de vida e diabete melito são os fatores mais relevantes para fratura por baixo impacto em homens brasileiros. Nas mulheres, os mais importantes foram idade avançada, menopausa precoce, sedentarismo, pior qualidade de vida, maior consumo de fósforo, diabete melito, quedas, uso crônico de benzodiazepínicos e história familiar de fratura de fêmur após os 50 anos em parentes de primeiro grau. Esses fatores de risco refletem o envolvimento de diversos aspectos na determinação do maior risco de fratura, como hereditariedade (história familiar de fratura), hábitos de vida (atividade física, tabagismo e ingestão alimentar), qualidade de vida, quedas e o envelhecimento propriamente dito, com deterioração da qualidade óssea.

Para Souza (2010) o tratamento ideal para osteoporose é o recurso no qual diminui a incidência de fraturas por melhorar a geometria do osso e sua micro­arquitetura. O tecido ósseo recém-formado deve ter boa qualidade celular e de matriz, mineralização normal com boa proporção entre osso mineralizado (resistente meca­nicamente) e não mineralizado (flexível) e sem acúmulo de danos. O tratamento ideal deve ter taxa de remodela­ção positiva e efeito terapêutico rápido e duradouro. Este efeito deve ser facilmente detectável. Deve ser seguro.

De acordo com Meireles, Nunes (2012), a prevenção e o tratamento através de exercícios físicos é uma solução barata e eficaz, porque, uma vez que as pessoas adotem uma vida fisicamente ativa, deixam de gerar custos ao governo com internações e medicamentos.

Navega, Oishi (2007) reforça que, a realização da atividade física pode, entre outros fatores, melhorar a capacidade funcional, diminuir dor, reduzir o uso de analgésicos e melhorar a qualidade de vida de indivíduos com osteoporose.

Segundo Santos, Borges (2010), a atividade física ou a prática regular de exercícios físicos influenciam a manutenção das atividades normais ósseas, e por este motivo a atividade física vem sendo indicada no tratamento da osteoporose.

Entretanto, a relação entre atividade física, exercício físico e osteoporose tem levado pesquisadores a abordar várias discussões sobre este assunto, buscando melhor conhecimento sobre fatores como a intensidade, frequência e duração dos exercícios utilizados como método de prevenção e tratamento da osteoporose (SANTOS, BORGES, 2010).

Segura, et al. (2007) esclarece que o exercício físico favorece a remodelação óssea. A carga mecânica exercida sobre os ossos, seja de exercício físico ou simplesmente, atividade da vida diária, beneficia o aumento da massa óssea e ela se  mantém em um bom nível, proporcionando à estrutura,  suportes para determinadas cargas funcionais.

Galvão, Castro (2010), afirma que programas de exercício físico que incluem exercícios de impacto, treino de força específico, equilíbrio e coordenação podem manter ou aumentar a densidade mineral óssea de quadril e coluna, bem como reduzir a frequência de quedas em pacientes osteopênicos e osteoporóticos.

Segundo Auad et al., (2008) a prática de atividade física melhora o estado de saúde física e psíquica de indivíduos de qualquer idade, inclusive de pacientes com osteoporose. Auad et al., (2008) afirma que, avaliando mulheres no climatério e menopausa, observou-se que tanto os exercícios resistidos quanto os aeróbios melhoram a qualidade de vida e retardam muitas alterações fisiológicas relacionadas ao envelhe­cimento, amenizando o declínio da força muscular e da massa óssea, e consequentemente promovendo maior independência na realização das atividades de vida diárias. Além disso, a prática de exercícios físicos regularmente propor­ciona maior bem estar mental, além de aumentar a deposição mineral óssea devido ao estresse mecânico causado pelos exercícios.

Para Cadore, Bretano, Martins (2005) embora fatores como genética, homeostase hormonal e alimentação possam ser determinantes na densidade mineral óssea, o nível de atividade física parece ter importante influência nessa variável.

De acordo com Ocarino, Serakides (2006) a literatura não deixa duvidas quanto aos efeitos benéficos da atividade física sobre o tecido ósseo, tanto em indivíduos normais quanto na prevenção e tratamento da osteoporose.

Para Pagliarini, Pinto (2010) fica evidente que exercícios que visam o acréscimo de massa livre de gordura e força muscular apresentam os resultados mais positivos sobre a densidade óssea em mulheres adultas. Pagliarini, Pinto (2010) ainda relatam que percebe-se que a atividade física age de maneira benéfica sobre a saúde óssea nas diferentes fases da vida das mulheres, sendo aliada à otimização do acúmulo mineral ósseo e à manutenção da massa óssea e, portanto, constitui-se numa estratégia adequada para a prevenção da osteoporose.

Sendo o Método Pilates uma proposta de atividade física com finalidades terapêuticas, utiliza-se para a prevenção e/ou tratamento de diversas patologias osteo-mio-articulares (PIRES, SÁ, 2005) como a osteoartrite (YAKUT, 2005) e até mesmo em gestantes (BALOGH, 2005).

Segundo Silva, Mannrich (2009), através da aplicação do método, aliada ao uso de medicação apropriada, conseguiu alterar o diagnóstico de uma paciente, de osteoporose para osteopenia após um ano de tratamento.

De acordo com Souza et al., (2011) dentre as praticas de atividades físicas o método Pilates que é um programa de treinamento físico e mental, possibilita um trabalho de força, melhora da flexibilidade e controle postural.

Reis, Mascarenhas, Lyra (2010) afirma que os benefícios do método Pilates para os idosos incluem aumento da densidade óssea, melhoria da flexibilidade nas articulações e postura, aumento da capacidade respiratória e cardiovascular, proporcionando satisfação total aos praticantes que desejam obter melhoria da qualidade de vida.

Para Rodrigues et al., (2010) o método Pilates consiste em exer­cícios físicos cuja característica principal é o trabalho resistido e o alongamento dinâmico, realizados em conjunto com a respiração e respeitando os seguintes prin­cípios: controle, precisão, centralização, fluidez de movimento, concentração e respiração.

Rodrigues et al., (2010) ainda afirma que o método visa o reforço dos músculos localizados no centro do corpo (abdominais, paravertebrais, glúteos e músculos do assoalho pélvico), denomi­nados pelo criador Joseph Pilates de centro de força (powerhouse). Ele associou o aprimoramento do desempenho motor, da estabilidade corporal e da postura ao fortalecimento e melhora da flexibilidade desses músculos.   Assim, para Rodrigues et al., (2010) os benefícios do método Pilates compreendem a melhora da força, flexibilidade, postura, e de habilidades motoras.

De acordo com Pires, Sá (2005), o Pilates configura-se pela tentativa do controle mais consciente possível dos músculos envolvidos nos movimentos. A isto se convencionou chamar de "contrologia" (MUSCOLINO, CIPRIANI, 2004).

Segundo Araujo et al., (2010) o método Pilates consiste na realização de exercícios físicos, que utiliza a gravidade e recursos mecanoterapêuticos como as molas, que atuam como resistência durante a execução do movimento, como também no auxílio do próprio movimento.

Para Silva, Mannrich (2009) o método pode ser utilizado na reabilitação em diferentes populações, incluindo gestantes e idosos; e também com diferentes finalidades, entre elas tratamento da lombalgia, correção postural, ganho de massa óssea e de força no período pós-operatório. Silva, Mannrich (2009) ainda diz que, o método pode ser adaptado aos cuidados necessários em cada população e disfunção, apresentando poucas contraindicações e permitindo a progressão de acordo com o indivíduo acompanhado.

Cabe ao instrutor de Pilates ter conhecimento a respeito da osteoporose, para que seja possível adaptar os exercícios a necessidade de cada um (BETZ, 2005).

Para Miranda, Morais (2009), o método Pilates é a fusão da abordagem oriental e ocidental. Através das técnicas orientais que visam o relaxamento, respiração, concentração, controle e flexibilidade somados a técnica ocidental visando à ênfase no movimento com força. Surgiu então a essência dos princípios do método Pilates.

Ainda segundo Miranda, Morais (2009), o método de Pilates é um programa completo de condicionamento físico e mental numa vasta órbita de exercícios potenciais, os benefícios de método Pilates só dependem da execução dos exercícios com fidelidade aos seus princípios.

Mesmo tendo sido desenvolvido para interesses relativos à saúde, o método Pilates em princípio foi disseminado quase que exclusivamente entre atletas e dançarinos com a finalidade de melhorar o desempenho físico associado as suas práticas. Nos dias atuais, tem se tornado mais popular na reabilitação, orientação e correção postural e no condicionamento físico, e mais recentemente tem conquistado o interesse do meio acadêmico (SEGAL, HEIN, BASFORD, 2004).

Por fim, uma série de estudos tem mostrado o crescente interesse de pesquisadores na busca de evidências do método Pilates aplicado em diversos âmbitos. Desde a determinação do custo energético de sessões de Pilates (OLSON, WILLIFORD, MARTIN, 2004), registro de atividade eletromiografia de músculos envolvidos em seus exercícios específicos (ESCO, OLSON, MARTIN, 2004), comparação entre os seus efeitos sobre a força, flexibilidade e composição corporal aos de um programa de treinamento contra resistência convencional (OTTO, YOKE, MCLAUGHLIN, 2004).

Segundo Silva, Mannrich (2009), o método Pilates é indicado para tratamento de pacientes idosos portadores de osteoporose, melhorando a força, mobilidade e também auxilia na manutenção da pressão arterial, além de influenciar na calcificação óssea.

 

CONCLUSÃO

Podemos concluir que o Método Pilates é uma proposta de atividade física com finalidades terapêuticas, utilizando-o para a prevenção e/ou tratamento de diversas patologias osteo-mio-articulares. No caso específico da prevenção de fraturas osteoporóticas, o Pilates pode ser indicado por promover o aumento da força muscular, o ganho de flexibilidade, melhora da coordenação motora, do equilíbrio, da postura, da propriocepção e da respiração.

Sabe-se que toda e qualquer atividade física deve ser adaptada para atender as necessidades do indivíduo com osteoporose, com o Pilates, deve ser da mesma forma. Cabe ao instrutor de Pilates ter conhecimento a respeito da osteoporose, para que seja possível adaptar os exercícios a necessidade de cada um.

Mostrando, assim, que o Pilates pode ser utilizado pelo Fisioterapeuta na reabilitação de diferentes populações e disfunções, sempre seguindo os princípios do método e respeitando as condições individuais. Contudo ainda se faz necessário maior número de pesquisas abordando mais variáveis.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Uma em cada três mulheres acima de 50 anos terá osteoporose, diz IOF

Uma em cada três mulheres acima de 50 anos terá osteoporose, diz IOF

Um constatação feita pela Fundação Internacional da Osteoporose (IOF, na sigla em inglês), afirma que uma em cada três mulheres acima de 50 anos terá osteoporose. No caso dos homens, os índices marcam de um em cinco. Atualmente a doença atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, e segundo a IOF, é previsto que esse número cresça em 32% até 2050. Com o tempo os ossos ficam mais frágeis e porosos, propensos a fraturas, principalmente no quadril, costela e colo do fêmur, tem a tendência de ir progredindo aos poucos e não tem cura.

Uma das maiores características da doença é que ela não dá sinais e geralmente o paciente só consegue receber o diagnóstico quando ela já está em sua fase avançada. A única real manifestação da osteoporose é a fratura. De todos os cuidados que devem ser tomados, deve-se ter especialmente com o fêmur, porque é a complicação que mais ameaça a enfermidade.

De 40 a 50% dos pacientes que sofrem com a fratura e morrem até um ano depois por causa das complicações que acontecem em razão da falta de mobilidade, como pneumonia, trombose e escaras, O melhor remédio é impedir que a doença se manifeste.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), afirma que os principais motivos de risco para a fraturas que estão ligadas à osteoporose é a baixa densidade mineral óssea, índice de massa corporal (IMC) menor que 19, fratura prévia por fragilidade óssea – quando a quebra do osso é ocasionado por uma pequena queda -, assim como também o uso de corticoides por um tempo superior a três meses, histórico familiar de fratura do quadril, tabagismo, consumo de álcool em excesso e artrite reumatoide, esses são os fatores que podem trazer outros tipos de consequência por decorrência da doença.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Como prevenir a osteoporose com a alimentação


Existem aproximadamente 5,5 milhões de brasileiros com a doença, sendo a maioria mulheres acima de 50 anos e na menopausa. No entanto, estes números poderiam ser mudados se as pessoas soubessem como prevenir a osteoporose por meio de uma alimentação equilibrada.

A doença é responsável por deixar os ossos menos densos e consequentemente muito mais frágeis.

Como prevenir a osteoporose

Por esse motivo, é fundamental que você foque na prevenção. Desde a gestação, a alimentação deve ser vista como um meio de prevenir a osteoporose. Se uma pessoa teve uma alimentação rica em cálcio, vitamina D e ômega-3 durante a infância e adolescência, terá muito menos chances de ter osteoporose quando adulta.

Conheça agora como prevenir a osteoporose por meio de alguns alimentos que poderão lhe ajudar a fortalecer seus ossos:

- Soja: riquíssimo numa substância chamada isoflavona, com estrutura muito parecida com o hormônio feminino estrógeno, que, em consequência ajuda os ossos a absorver minerais como o cálcio, por exemplo. O soja, assim como seus derivados, é altamente recomendado para as mulheres que entraram na menopausa e que já reduziram sua produção de estrógeno, protetor natural contra a osteoporose.

- Vegetais folhosos: principalmente os de cor verde, como brócolis, couve, couve-flor, espinafre e agrião, são ricos em cálcio e vitamina D. Pesquisadores da Universidade de Berna, na Suíça, descobriram que a ingestão de grandes quantidades desses vegetais ajuda a aumentar a densidade óssea em até 3%.

- Leite: se você não tem intolerância à lactose, este é um dos principais alimentos para fortalecer os ossos. O Ministério da Saúde aconselha que adultos com menos de 50 anos de ambos os sexos consumam 1000 mg de cálcio por dia, enquanto que aqueles que têm mais de 50 precisam de 1200 mg. Um copo de 250 ml de leite tem 300 mg de cálcio.

- Derivados do leite: se você não gosta de leite, o iogurte pode ser uma boa opção. Possui quase a mesma quantidade de cálcio que o leite e alguns ainda são enriquecidos com vitamina D, nutriente fundamental para prevenir a perda de cálcio dos ossos. O queijo também é uma ótima alternativa e existem versões livres de lactose se você tem intolerância.

- Sardinha: contém altas doses de cálcio e vitamina D. Um prato com três sardinhas é tão ou mais benéfico para os ossos do que um copo de leite ou de iogurte.

- Salmão, atum e truta: estas espécies de peixe têm a melhor combinação para manter a saúde dos ossos: vitamina D, cálcio e ômega-3. Com uma alimentação rica nesses nutrientes e o costume de fazer exercícios, fica muito difícil perder massa óssea.

- Nozes, castanhas, amêndoas, pistache e amendoim: riquíssimas em ômega-3 e cálcio. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade da Pensilvânia, o ômega-3 encontrado nestas oleaginosas pode ter efeitos protetores sobre a saúde dos ossos.

- Linhaça: o consumo de sal de cozinha em excesso pode disparar a perda de cálcio dos ossos. O consumo regular de linhaça auxilia os rins a excretar o excesso de sódio, podendo proteger os ossos da perda de cálcio. Além disso, é uma ótima fonte de ômega-3.

- Tomate: rico em minerais como magnésio, ferro, fósforo, manganês e potássio, participantes importantes na formação dos ossos. Também possui vitaminas A, C e licopeno, substância que dá a coloração vermelha ao tomate e que previne contra vários tipos de câncer.

Esperamos que tenha achado útil esta lista de alimentos que poderão lhe aportar vários benefícios à sua saúde, como prevenir a osteoporose.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Osteoporose: fratura geralmente é o primeiro sinal da doença

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A osteoporose é  uma das mais importantes doenças associadas ao envelhecimento e é considerada um grave problema de saúde pública.  

A patologia é causada pela redução de massa óssea, normalmente não apresenta sintomas e, normalmente, manifesta-se quando ocorre uma fratura, o que indica que já está em estágio avançado.

Outra característica importante é que eles estão em constante processo de renovação, já que são formados por células chamadas osteoclastos que reabsorvem as áreas envelhecidas e, por outras, os osteoblastos, que têm função de produzir ossos novos.

Com o tempo, a absorção das células velhas aumenta e a formação de novas células ósseas reduz. O resultado é que os ossos se tornam mais porosos e, com isso, perdem resistência. As perdas mais leves de massa óssea caracterizam a osteopenia e a redução mais intensa está relacionada à osteoporose.

A osteoporose pode manifestar-se tanto em homens quanto em mulheres, mas atinge especialmente a população feminina depois da menopausa em função da queda na produção do estrógeno.

A doença geralmente se manifesta através de fratura espontânea de um osso que ficou poroso e muito fraco, a ponto de não suportar nenhum trauma ou esforço.

As lesões mais frequentes são as fraturas das vértebras por compressão, que levam a problemas de coluna, as fraturas do colo do fêmur, punho (osso rádio) e costelas. Com exceção das fraturas em que existe algum comprometimento neurológico, as demais devem ser tratadas, num primeiro momento, sem cirurgia. Uma das alternativas, no caso da coluna vertebral, é o uso de algum tipo de colete, por cerca de quatro meses, para auxiliar no alívio dos sintomas e consolidar os ossos.

Além do fator idade, estão mais propensas a desenvolver a doença as pessoas que têm histórico familiar, pessoas com pele branca, baixas e magras, que possuem deficiência na produção de hormônios, que têm alimentação deficiente em cálcio, sedentárias, entre outras.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Uma em cada três mulheres terá osteoporose, diz pesquisa


Estudo feito pela Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso) indica que uma em cada três brasileiras vai desenvolver osteoporose, doença que enfraquece os ossos, após a menopausa. O detalhe é que 90% delas não consomem a quantidade ideal de cálcio, presente principalmente no leite e em seus derivados.


Segundo a Abrasso, cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com o problema. Mesmo com esse número, apenas 39% da população feminina com mais de 45 anos já fizeram algum teste para detectar a doença que atinge majoritariamente as mulheres – a proporção é de dez para cada homem.

A prevenção, segundo a entidade, deveria começar na infância, por meio de alimentação adequada e, claro, ser rica em cálcio. A gravidade do quadro é que, por ser uma doença silenciosa, que não causa dor, muitas vezes só é descoberta após a primeira fratura.

A International Osteoporosis Foundation (IOF) calcula que o número de fraturas no quadril, em decorrência do problema, deve crescer 32% até 2050 no Brasil. O dado se baseia no envelhecimento da população: o número de indivíduos com mais de 70 anos aumentará 380% até 2050, representando 14% do total.

As fraturas são o maior risco, especialmente as de quadril – sabe-se que 20% das mulheres que apresentam esse tipo de fratura morrem até um ano depois da queda em decorrência de complicações.

Com a idade, é esperado que haja perda óssea: se ela é normal, será de 0,5% por ano a partir dos 45 anos. Uma perda equivalente a 25% do esqueleto, no entanto, leva à grande possibilidade de fratura – e, quando atinge esse ponto, está instalada a osteoporose.

Segundo o IOF, o fator genético é responsável por 80% da formação óssea de um indivíduo: o restante dependerá dos hábitos (aquisição de cálcio e da prática de atividades físicas) de cada um. A exposição ao sol – cerca de 15 minutos, três vezes por semana – também é fundamental para alavancar a absorção do mineral. A ingestão de 800 a 1.200 mg de cálcio por dia é o mais adequado.

TENDÊNCIA. Entre causas e fatores de risco, destacam-se história familiar da doença; pessoas de pele branca, baixas e magras; asiáticos; deficiência na produção de hormônios; medicamentos à base de cortisona, heparina e no tratamento da epilepsia; alimentação deficiente em cálcio e vitamina D; baixa exposição à luz solar; sedentarismo; tabagismo; consumo de álcool; certos tipos de câncer e algumas doenças reumatológicas, endócrinas e do sistema hepático.

"O perigo maior é porque estamos falando de uma moléstia de instalação silenciosa", adverte Denise Ludovico, endocrinologista pediatra da ADJ Diabetes Brasil, pesquisadora clínica do Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin), em São Paulo. "A dor, que seria o único sintoma, somente ocorre quando acontece a fratura", salienta Felipe Henning Gaia Duarte, doutor em Endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Detalhes

Perda. Quando uma pessoa tem osteoporose, a fratura ocorre porque o osso está poroso, já que perdeu massa progressivamente. Na menopausa, quando a perda de massa óssea ocorre de maneira intensa e rápida por causa das alterações hormonais, o problema é agravado.

Tratamento. Embora a osteoporose não tenha cura, ela pode ser tratada. O importante é fazer acompanhamento com médicos especializados que poderão indicar medicamentos para estabilizar ou melhorar a alteração, reduzindo o risco de fraturas.

DO IG SAÚDE

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